Andadura ao passo

“O passo é a andadura mais utilizada quando se fala em Equoterapia”.
Uma característica da andadura ao passo é o seu movimento senoidal. O cavalo alternar-se as quatro patas e descreve uma senóide que é reproduzida ciclicamente. Esse movimento submete o indivíduo a uma queda lateral no plano frontal, por efeito da força centrífuga. O alternar-se das quedas à direita e à esquerda, favorece a manutenção da posição ereta do eixo cabeça-tronco no plano frontal (Guimarães et al., 2003).
Outro aspecto importante da andadura do passo está na propulsão-aceleração, devido ao impulso dos posteriores e a desaceleração-apoio das anteriores. Esta sucessão de aceleração e desaceleração imprime no eixo vertebral do paciente uma queda para trás e sucessivamente para frente no plano sagital, favorece o movimento antecipador de flexão-extensão e de orientação.
Na andadura “passo” sempre existe um ou mais membros em contato com o solo, não existe tempo de suspensão. É uma andadura ritmada, cadenciada a quatro tempos: que se produz sempre no mesmo ritmo e cadência, e que entre o elevar e o passar de um mesmo membro, ouvem-se quatro batidas distintas, nítidas e compassadas, que correspondem ao passar dos membros do animal; é uma andadura simétrica: todos os movimentos produzidos de um lado do animal se reproduzem de forma igual e simétrica do outro lado, em relação ao seu eixo longitudinal; é a andadura mais lenta: Em conseqüência as reações que ela produz são mais lentas, mais fracas, resultando em menores reações sobre o cavaleiro, e mais duradouras.

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O Cavalo como aprendizagem

Para que ocorra aprendizagem é necessário que haja interação entre o indivíduo e seu ambiente, sendo que a qualidade dessa interação vai afetar diretamente a qualidade da aprendizagem. Nesse processo, fatores como a capacidade de manter a atenção concentrada, a capacidade de estabelecer vínculos afetivos e a autoconfiança, assumem um papel de elevada importância.
A terapêutica começa a acontecer no momento em que o paciente entra em contato com o animal. Inicialmente, o cavalo representa um problema novo com o qual o praticante terá que lidar, aprendendo a maneira correta de montar ou descobrindo meios para fazer com que o animal aceite seus comandos. Essa relação, por si só, já contribui para o desenvolvimento da sua autoconfiança e afetividade, além de trabalhar limites, uma vez que nessa interação existem regras que não poderão ser infringidas.
A novidade, o andar à cavalo, já é uma fonte de novas descobertas e as crianças sentem-se mais seguras quando constatam a capacidade de lidar com o animal com tudo que isto implica: afetividade, adquirir o controle, desenvolver a concentração.

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Uma nova visão

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EQUITAÇÃO LUDICA

A equitação lúdica é um programa educacional no qual as atividades são direcionadas para crianças com desenvolvimento global regular entre dois e oito anos de idade, em que elas participam do meio eqüestre com intuito de “brincar” com o cavalo, sendo estimuladas pela equipe, visando o enriquecimento de seu desenvolvimento biopsicossocial.
Justamente no começo da infância o desenvolvimento do cérebro é intenso, devido à plasticidade do sistema nervoso, em que ocorrem inúmeras sinapses, que se realizam de acordo com a qualidade e quantidade de estímulos recebidos do meio.

Nesse sentido, de acordo com o Ministério de Educação e Cultura, o Programa de Estimulação Precoce é conceituado como um “conjunto dinâmico de atividades e de recursos humanos e ambientais incentivadores destinados a proporcionar à criança, nos seus primeiros anos de vida, experiências significativas para alcançar o pleno desenvolvimento no seu processo evolutivo”.
Por que utilizamos o cavalo com crianças?
O cavalo minimiza as dificuldades da criança, potencializando suas habilidades desde o primeiro contato, quando ela transpõe o medo de se aproximar e tocar o animal de grande porte. Ao montá-lo e comandá-lo a criança desenvolve uma auto-imagem positiva e de autoconfiança. Através desse desenvolvimento o praticante consegue investir seus melhores esforços na conquista das metas ou atividades propostas.
Procuramos estimular o desenvolvimento de cada criança, de acordo com suas características e habilidades. Nesse sentido, respeitamos os seus interesses e a sua prontidão, dentro de conhecimento das fases do desenvolvimento infantil descritas por autores, como Piaget.

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OBJETIVOS DE TRATAMENTO NA EQUOTERAPIA

O cavalo é o agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, o que irá contribuir para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. O objetivo não é ensinar técnicas de equitação, mas estabelecer melhores funções neurológicas, processamento sensorial e proporcionar uma qualidade de vida melhor.
Ganhos Fisioterapêuticos – regulariza tônus muscular, melhora posicionamento (reeducação postural); promove melhora do equilíbrio, estimula movimentação corporal com funcionalidade; desenvolve força muscular, melhora as interações das percepções sensoriais; promove a memória do movimento.
Ganhos Psicológicos – desenvolve auto-estima, confiança, autonomia, senso de responsabilidade e independência; aumenta o conhecimento das próprias capacidades, estimula cooperatividade e colaboração; trabalha a consciência corporal, aceitação dos limites, afetividade e socialização.
Ganhos Pedagógicos – desenvolve condutas motoras de base, lateralidade, equilíbrio geral, coordenação e dinâmica geral; coordenação óculo-manual, leitura e escrita; estimula condutas perceptivo motoras, percepções e organização espaço temporal,
Ganhos Fonoaudiológicos – proporciona a estimulação de todos os sentidos: auditiva, gustativa, olfativa, tátil e visual; estimula a memória visual e auditiva; estimula o desenvolvimento motor, lingüístico, comportamental e cognitivo; reabilita o sistema estomatognático, aprimora seqüência lógico-temporal e simbolização; proporciona integração sensorial, integração da identidade rítmica individual.
A interação com o cavalo, os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolverá novas formas de socialização, autoconfiança e auto-estima no praticante.

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A CURA ATRAVÉS DO CAVALO


Equoterapia é o nome genérico adotado para todos os métodos terapêuticos que se utilizam do cavalo para sua execução. Também é conhecida como Equinoterapia, Hipoterapia, Equitação terapêutica….Quem anda à cavalo sabe o prazer que esta atividade proporciona. Mas a maioria das pessoas desconhece seus inúmeros benefícios – não somente ao físico, mas também à mente – que a cavalgada, ou um simples andar ao passo, proporcionam. Essa é uma terapia que baseia-se na movimentação tridimensional do dorso do cavalo que, ao se movimentar, alcança um movimento semelhante aos movimentos da bacia humana.A interação entre homem e cavalo traz diversos tipos de benefícios a quem sofremos com os males causados pela modernidade atual como: nervosismo, estresse pós-traumático, ansiedade, depressão, e fobias. Crianças que apresentam dificuldades escolares e de interação com pessoas; problemas físicos e psicológicos, podem ser tratados através da Equoterapia – ciência conhecida há milhares de anos e, que agora, vem sendo reconhecida como um dos mais eficazes métodos para a cura de inúmeros males – do físico e da alma. Já estão comprovados cientificamente os benefícios da equoterapia para praticantes com deficiências motoras, paralisia cerebral, deficientes na produção de movimentos e com movimentos involuntários, problemas na coordenação, equilíbrio, lesões medulares e de nervos periféricos, patologias ortopédicas. Distúrbios de comportamento relacional, problemas de baixo-estima e outros também são solucionados através da ciência, que age ainda de maneira bastante eficaz em casos de pacientes psicóticos graves, com Síndrome de Down e autismo.
Além de ser uma terapia divertida os benefícios são muitos eficazes.

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EQUITAÇÃO LÚDICA II

EQUITAÇÃO LUDICA

Segundo Piaget (1976), a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Estas não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.  A Equitação Lúdica vem para auxiliar na formação desta base sólida e fértil ao crescimento da criança, propiciando um momento de lazer extremamente estimulante e propulsor do desenvolvimento global.

Os recursos necessários que dispõe o cavaleiro para dominar seu cavalo são: com as pernas que conseguimos o “movimento”, aspecto básico da equitação, esta pressão deve ser exercida através de breves contatos intermitentes de ambas as pernas, aumentando sua eficiência; as mãos corretamente colocadas às rédeas têm diferentes funções: a de apoiar o cavalo, a de dirigir (conduzir) e a de regular o movimento. A condução é exercida através dos “efeitos de rédeas”, ou seja, a combinação de pressão em uma ou outra rédea (esquerdo-direito) para produzir as mudanças de direção; a voz do cavaleiro mandando beijos ou até mesmo produzindo estalos de língua, pode transmitir coragem, confiança, carinho, comandos de aumentar ou reduzir a velocidade do passo. Isto não quer dizer que o cavalo entende o que se fala, mas sim como se fala, a entonação de voz, que usada sempre da mesma forma para se obter os mesmos resultados pode produzir surpreendentes ações, através do “reflexo condicionado”. Combinado com a voz se pode utilizar ainda o “afago” das mãos contra o pescoço do eqüino, indicando um agradecimento por um trabalho bem executado.

São estes alguns dos recursos que dispõe o cavaleiro para dominar seu cavalo, seja impulsionando, retendo ou limitando seus movimentos, proporcionando o controle necessário em qualquer atividade eqüestre.

Fisioterapeutas Yussara Aline e Cristiane/Psicóloga Cristiane

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EQUITAÇÃO LÚDICA I

EQUITAÇÃO LÚDICA

É recomendada no início da infância, entre 2 e 6 anos , quando o desenvolvimento do cérebro é intenso, devido à plasticidade do sistema nervoso, onde ocorrem inúmeras sinapses, que se realizam de acordo com a quantidade e a qualidade de estímulos recebidos do meio.
O cavalo minimiza as dificuldades, potencializando as habilidades desde o primeiro contato, quando a criança transpõe o medo de se aproximar e tocar o animal de grande porte. Ao montá-lo e comandá-lo, desenvolve uma auto-imagem positiva e de autoconfiança. Essas alterações emocionais auxiliam no aprendizado, pois, quanto melhor a criança estiver se sentindo, maior interesse terá em participar das atividades. A criança aprende que o cavalo possui necessidades essenciais parecidas com as dela, como: higiene, alimentação e vestuário. Na atividade eqüestre é possível realizá-la trabalhando vários conceitos e funções:  pareamento entre as atividades que a criança deve realizar no dia-a-dia e as que o cavalo realiza, posicionamento do corpo da criança de maneira correta, preensão bi-manual dos utensílios, motricidade ampla e fina, coordenação viso-motora e alteração de comportamento, servindo de modelo para a criança. Toda brincadeira realizada na equitação lúdica tem sempre o cavalo como referencial.

Yussara Aline Araújo Maia – Fisioterapeuta

Cristiane Cardoso Neves – Psicóloga

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EQUILÍBRIO

EQUOTERAPIA NO EQUILÍBRIO

A Equoterapia proporciona ao paciente melhora do equilíbrio, pela estimulação constante que o movimento tridimensional do cavalo realiza sobre os sistemas vestibular, cerebelar e reticular do paciente. Desencadeia as reações de equilíbrio e proteção devido ao balanço constante do cavalo, fazendo com que o paciente perceba suas funções e assimile-as.

As pesquisas que se referem à Equoterapia enfocando a sua utilização em distúrbios do equilíbrio, revelam ótimos resultados para a maior parte dos comprometimentos físicos, com diminuição ou ausência do equilíbrio, sendo a Equoterapia um grande coadjuvante nos processos terapêuticos para se conseguir a tridimensionalidade de movimentos, aliados a ritmo e continuidade de estímulos oferecidos ao sistema nervoso do paciente, o que colabora de maneira rápida e eficaz para a conquista do equilíbrio.

Além da conquista do equilíbrio é importante ressaltar que a Equoterapia também demonstra eficácia ímpar na adequação de tônus muscular, melhora na coordenação motora, mobilidade corporal, fortalecimento muscular, melhora do metabolismo interno, enfim, em todo sistema funcional.

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AVC

TRATAMENTO DO DERRAME CEREBRAL NA EQUOTERAPIA

O acidente vascular cerebral (AVC), ou acidente vascular encefálico (AVE), vulgarmente chamado de derrame cerebral, é caracterizado pela perda rápida de função neurológica, decorrente do entupimento (isquemia) ou rompimento de vasos sanguíneos cerebrais (hemorragia). É uma doença de início súbito na qual o paciente pode apresentar paralisação ou dificuldade de movimentação dos membros de um mesmo lado do corpo, dificuldade na fala ou articulação das palavras e déficit visual. Pode ainda evoluir ao coma e outros sinais.

São fatores de risco para AVC: a idade avançada, hipertensão arterial (pressão alta), tabagismo, diabetes, colesterol elevado, acidente isquêmico transitório prévio e fibrilação atrial.

A Equoterapia – prática em que o cavalo é utilizado para atingir objetivos terapêuticos; é uma terapia eficaz na recuperação de pacientes adultos que foram vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), tendo melhora na qualidade de vida e nos aspectos motores dos membros inferiores, e isto demonstra que a terapia com cavalos pode estimular o paciente e ainda ser muito gratificante.

Na montaria, pacientes conseguem recuperar sua capacidade motora normal, mostrando que recurso terapêutico da montaria em cavalos, além de ser eficaz, pode dar resultados mais rápidos do que a fisioterapia convencional. Em estudo realizado na Unicamp/SP, foram escolhidas dez pessoas que haviam sofrido derrame há pelo menos um ano e que conseguissem andar com dificuldade. A pesquisa durou quatro meses, quando cinco pacientes fizeram três sessões (30 min.) por semana de fisioterapia convencional, enquanto outros cinco cumpriram duas sessões de fisioterapia e uma de equoterapia.
Resultado: Os pacientes que realizaram a Equoterapia  houve recuperação significativa da habilidade de contrair e relaxar os músculos dos pés, melhora nos movimentos das pernas, no equilíbrio e ainda na forma de andar.

Na terapia, o paciente pula obstáculos com o cavalo, acerta bolas em cestas de basquetes, pega objetos, alimentam sozinhas e até mesmo chegam a caminhar. Mesmo na despedida, o paciente continua a estimular a movimentação do corpo até deixar o tratamento. Por isso, o exercício com cavalos pode levá-los à superação de antigos e novos desafios, diminuir as barreiras que o praticante tem com ele mesmo, construir e fortalecer novas amizades e treinar padrões de comportamento que são situações relacionadas à prática da modalidade.

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